Nossa conversa semanal sobre espiritualidade
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O Desafio do Expositor Espírita
As casas espíritas especializaram-se no mecanismo das palestras como meio de interação pública. Geralmente, tem-se uma parte elevada que ajuda na visualização da plateia com uma mesa central ou até mesmo um púlpito. Muitas já dispõem de serviço de som para que a mensagem possa chegar bem audível para toda a gente.
É um desafio enorme para qualquer palestrante/expositor/orador espírita segurar a atenção dos ouvintes. Se usa apenas da retórica, palavras e gestos, tem que ser muito envolvente para não provocar o desestímulo e, com ele, o famoso sono que é tão comum em várias ocasiões, afinal de contas, todo expositor espírita não possui a competência de um Divaldo Pereira Franco, por exemplo.
Não é fácil.
Muitas pessoas chegam à casa espírita à noite depois de um cansativo dia de trabalho. Quando é de dia, num final de semana, muitas vezes à tarde, depois do almoço, é quase impossível competir com a digestão alimentar.
Imagine o público que chega ao centro espírita. Há pessoas de todos os níveis e expectativas que estão lá para ouvir a palestra do dia. Pessoas jovens, maduras e idosas. Pessoas analfabetas, de nível fundamental, médio e superior. Pessoas das classes "e" até a classe "a" em nível de renda. Pessoas neófitas na Doutrina Espírita, outras com seus 5 a 10 anos e algumas veteranas. Pessoas com mais facilidade de aprendizagem pela contação de histórias, umas mais visuais e outras mais auditivas. Eis o público eclético que se depara o orador espírita. Agora fale e faça todos entenderem e gostarem de sua exposição. Isto deve ser uma prova reencarnatória, só pode ser...
Tem mesmo é que pedir ajuda ao seu espírito protetor, ao mentor da casa, Bezerra de Menezes, Joanna de Ângelis, André Luiz e quem mais estiver de plantão.
Os expositores, por sua vez, na ânsia de servir a Causa, aceitam de boa fé falar de temas que, às vezes, nunca estudaram. Tem que preparar a palestra e corre pra aqui e pra lá para arrumar conteúdo. Por que é que orador espírita tem que entender sobre tudo? Em todos os demais ramos do conhecimento humano, as pessoas se especializam em um ou outro tema e se aprofundam naquilo. O expositor espírita parece mais um enciclopedista da realidade espiritual. Fala de mediunidade a caridade, de reencarnação a melindre, de corpos sutis a reforma íntima.
Ultimamente, percebo, que os programadores de exposição doutrinária estão cada vez mais criativos. Criam temas tão bonitos que, creio, nem eles mesmo sabem direito o que criaram e o expositor que se vire para dar conta do recado.
Expositor espírita, lembre-se muito bem, é um cidadão como outro qualquer. Trabalha, tem família, estuda. E também faz palestra. Ora, vai ter que gastar uma manhã, um dia ou mais, para desvendar o enigma temático que lhe foi proposto.
Certa vez, me propuseram expor sobre algo como "A Influência do Fluido Cósmico da Terra na Evolução Humana". Primeiro, foi difícil tentar fazer a conexão, nem sei se consegui direito, mas estudei, preparei meu material. Ao chegar ao centro, vi que o público predominante era de senhoras idosas que iam receber um benefício da casa depois da palestra. Pensei comigo: só pode ser penitência ouvir este tema por uma hora. Falei, no máximo, 5 minutos do que havia planejado e comecei a conversar sobre reforma íntima no cotidiano daquele público. Não falei para o dirigente da casa espírita, mas procurei simplificar o recado para a "alma"da casa: seus frequentadores.
O público deve ser a preocupação do programador temático das palestras. Fazer uma leitura das necessidades dele e procurar atender a elas. Da parte do expositor, como Jesus sempre fez, falar à mente e ao coração da média dos ouvintes. Para o povão contava parábolas, para os doutores da lei usava de dialética e metáforas filosóficas.
Noutro texto, vou enumerar os temas que já tenho exposições preparadas e recorrerei a quem me convidar para dar algumas palavras na sua casa doutrinária para procurar neste leque de opções.
As exposições nunca se acabarão, mas devem ser repensadas e não apenas nos tópicos que rapidamente aqui provoquei. Se a casa espírita se propõe a educar espíritos ou reeducá-los, há que se preocupar em estudar a Andragogia, a aprendizagem especializada para adultos.
No Grupo Espírita Esperança, em Camaragibe, onde exerço trabalho contínuo, só há um momento semanal para uma breve exposição de, no máximo, 40 minutos, ainda assim estamos tentando dinamizá-la. O expediente utilizado, com muito sucesso, são as Oficinas dos Sentimentos, vivência prática de educação moral com dinâmicas de grupo, estudo de casos, reflexões individuais e conjuntas, músicas e por aí vai. Um jeito mais próximo e contextualizado de chegar ao grande público. Isto, porém, será objeto de outro artigo.
A propósito, no livro "Cartas de um Imortal", o espírito Joaquim Nabuco dá uma aula de oratória no texto "Retórica". É ler, conferir, aprender e praticar.
Avancemos com Jesus!
Carlos Pereira
http://blogdecarlospereira.blogspot.com/
domingo, 22 de janeiro de 2012
Deus e Jesus na visão Espírita
1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”
(O Livro dos Espíritos)
Deus é conceituado como a inteligência suprema, completando-se com a noção de causa primária de todas as coisas. Assim, Deus é a causa inteligente cujo efeito é o todo universal. Deus é a causa inteligente de tudo, na linguagem tradicional é o Verbo, porquanto o Verbo é a vontade de Deus manifesta.
4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus?
“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma conseqüência do princípio - não há efeito sem causa.”
(O Livro dos Espíritos)
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Confiança em uma Força Maior
“A Consciência Divina irriga-me com paz.
Os meus equívocos são elucidados, e acalmo-me, considerando as imensas possibilidades de equilíbrio que estão ao meu alcance.
Diante de mim o presente, elaborando o futuro. O passado são as lições aprendidas e as vantagens do conhecimento servindo-me de suporte para o crescimento interior.
Confio e renovo-me, tranquilizando-me no Bem.”
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco
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